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Pesquisa CNT sobre rodovias no Brasil

Notícia postada em 09/11

Mais de 60% das rodovias federais e estaduais no Brasil vão de mal a pior. Pavimentação inadequada, buracos, falta de sinalização e perigo desafiam motoristas a uma constante luta pela sobrevivência a cada viagem percorrida. Apenas 38,2% das estradas são consideradas boas ou ótimas para trafegar. Um percentual ainda baixo em se tratando da extensão territorial do Brasil.

Os dados revelados por um raio x da malha viária brasileira fazem parte da Pesquisa CNT de Rodovias, uma amostragem anual promovida pela Confederação Nacional do Transporte.

A qualidade das estradas caiu em relação ao ano passado. Dos trechos avaliados, 61,8% estão em condições regulares, ruins ou péssimas. Em 2016, esse índice foi de 58,2%. A sinalização foi o mais sofreu – e deixa o motorista cada vez mais exposto. Este ano, 40,8% das rodovias foram apontadas com sinalização ótima ou boa. Em 2016, esse percentual chegou a 48,3%.

A malha rodoviária ainda é o maior e mais importante modal de transporte do Brasil. É responsável pelo escoamento de 60% das cargas e alimentos transportadas entre as regiões. Enquanto os Estados Unidos têm quase 4 milhões de quilômetros de rodovias pavimentadas, por aqui essa extensão beira os 180 mil quilômetros.

A Pesquisa CNT de Rodovias 2017 avaliou 105.814 quilômetros de estradas – 2 mil 555 quilômetros a mais em relação a 2016. Os pesquisadores passaram por toda a extensão pavimentada das rodovias federais e das principais rodovias estaduais do país.

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